A Lição do sexto dia.

6 dez

Esta escrito que Ele viu tudo o que tinha feito, e o quanto sua obra foi boa.
Naquele fim de tarde Deus parou para apreciar sua obra e seu duro trabalho de 6 dias, foi realmente um duro trabalho, foi minucioso, cuidadoso, feito nos mínimos detalhes.
Detalhes que vemos hoje no mar, nas matas, no céu, e em todo mundo feito por sua mão em seis dias de trabalho.
Naquela tarde do sexto dia ele parou para apreciar seu trabalho e para que seus olhos desfrutassem de seu sonho realizado, parou para sentir o prazer de ver seu projeto concretizado.
Havia deixado tudo de lado por aquela obra, havia investido tempo, amor, e dedicação.
Não se desviou do foco, e não faltou ao trabalho lá pelo segundo ou terceiro dia.
Não reclamou da dureza do trabalho lá pelo quarto ou quinto dia.
Não olhou para os lados no meio do turno e se vendo sozinho pensou: Ah! Deixa isso assim mesmo!

Milhares de anos depois aquela tarde do sexto dia é uma aula divina para nossa vida cheia de compromissos que gostaríamos de adiar, de trabalhos que odiamos fazer, e que são pesarosos para nossa alma.
Somos escravos de um trabalho e de afazeres que não gostamos, tudo porque o salário é bom, ou as condições e os benefícios são pelo menos certos todo mês.
Deixamos sonhos de lado, porque pensamos que investir neles pode não ser bom, pode não render o que desejamos.
Ficamos com medo de ser quem somos e de se empenhar numa obra que amamos de fato, por pura preocupação com o que os outros vão pensar, com as regras do mundo, com o futuro.
E assim se passam os dias e assim se passa a vida, e nela não encontramos prazer.

Não vemos nos nossos sextos dias o mesmo sentimento que o Criador teve com sua obra.
Ao contrário de Deus não amamos nossa obra, fazemos por pura programação e como máquinas vamos a escola e depois para a faculdade estudar engenharia mecânica quando gostaríamos mesmo era de ser pintor e pintar aquele belo quadro, ou de aprender a tocar aquele instrumento, ser um professor, ou um médico.
No fundo sabemos que podemos, que temos talento para fazer a obra que amamos, mas somos medrosos e nos preocupamos com os percalços, com as lutas e a dureza do trabalho por aquilo que realmente sonhamos fazer ou ser.
Assim trocamos nosso sonho por um emprego seguro que detestamos , mas que paga nossas contas.
Assim investimos nossa força no sonho do patrão, ou em realizar o sonho de nosso pai que queria tanto que fossemos isso ou aquilo.

Naquele sexto dia Deus viu o que tinha feito, e sentiu prazer e satisfação, pois aquela obra era seu objetivo único.
Naquele sexto dia, Ele nos mostrou que o descanso no sétimo dia era verdadeiro com sentimento de missão cumprida de verdade.
Ao contrário de nossas sextas á tarde quando amaldiçoamos a semana que se foi, e seus problemas.
Ao contrário de nossos domingos a noite quando começamos a pensar na segunda e em tudo que por cansaço ou descontentamento, varremos para baixo do tapete na semana passada, e que agora terá de ser feito.

Culpa nossa, não amamos o que fazemos e continuamos usando uma máscara sorridente que esconde nossa tristeza.

A obra em que estamos gastando energia não é nosso sonho, é dotada de força, mas não de amor, é feita por pagamento e não por prazer.
Milhares dos artistas de hoje, deixaram profissões em industrias ou escritórios, e por amor investiram em seu sonho e numa carreira difícil de se destacar, mas mesmo assim venceram.
Milhares de nordestinos deixaram as inchadas e lutaram pelos seus sonhos, se tornaram médicos, professores, doutores e escritores , e assim venceram.
Milhares de pessoas sem condições alguma, lutaram para pagar a faculdade de seus sonhos, e hoje são advogados, engenheiros, empresários.
Outros seguiram na contramão, largaram todas as regras malucas do mundo globalizado com suas faculdades, cargos e honras, e foram para o interior, voltaram para o nordeste, para suas terras  para plantar e viver da terra, como sempre sonharam, e assim são felizes.

Outros largaram os computadores e se tornaram poetas, músicos, palhaços,
Todos venceram, e carregam consigo o sentimento do Pai, onde mesmo com toda dureza, e desafios, valeu a pena lutar
Valeu apena investir, valeu a pena tapar os ouvidos as regras que nos fazem maquinas.
Valeu a pena trabalhar no que amavam, por isso venceram, por isso são um sucesso.
Estas pessoas, quando vão descansar, realmente descansam como vencedores.

Aprenda com o Pai, pois sua maior obra, a que mais amou foi você e eu, e jamais quis que vivêssemos as angustias, as pressões e o descontentamento que vivemos hoje, não fomos feitos assim  e nem pra isso. Somos frutos do sonho do Pai, por nós Ele deu seu Filho por nós Ele se deu.

Mesmo que nossa vida e nossas obras, não tenham tanto brilho, importância  e beleza como a criação do Pai, tenho a certeza de que em toda realização das mãos de Deus existem lições para a nossa vida.

Carlos Alberto Correia

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