Yocef Nadarkhani, e nossa brincadeira de ser crente!

3 out

O Pastor Yocef Nadarkhani, foi condenado a morte no Irã por não negar sua fé em Jesus Cristo. Após ter 3 chances de desistir de sua fé e viver, o homem preferiu deixar claro que não iria nega-la.

 

Em conversas com amigos, ouví opiniões sobre o assunto. Alguns acham que o pastor poderia dar um “migué” nos Iranianos e negar da boca pra fora. Outros aprovam a postura de Yocef.  Enquanto outros acham que ele deveria negar viver a vida e pronto!

 

Não sei quem é Yocef, não posso atestar sua fé, e nem falar dele. Não sei o que se passa na real nesta situação que é complicada.

Mas não posso deixar de pensar nas diferenças da situação religiosa do Irã e da libertinagem religiosa no Brasil.

 

Nosso país dá liberdade para praticarmos nossa fé. Na verdade, as vezes acho que temos liberdade até demais, e nessa onda acontecem os abusos, as invenções, explorações e roubos em nome de Deus.

 

Como disse em outro post, brincamos com  a liberdade que temos!

Nos permitimos sofrer abusos de tubarões religiosos que constroem impérios as nossas custas!

Nossa oportunidade de pregar e viver um  evangelho livre, não traz benefício nenhum ao nosso próximo, e muitas vezes, nem mesmo a nós próprios.

Nossa liberdade de mostrar e viver Deus, é vã, num país miserável, corrupto na politica, e podre na fé.

Os “líderes” aqui, abrem igrejas como shoppings, Eles tem certeza de que se forem criativos e inventarem uma nova sensação, o povo virá babando trazer caminhões de grana, em troca de supostas vitórias e bençãos.

Eles estão convictos de que meterão a mão no nosso bolso, nos chamarão de otários pelas costas, e ouviram gritos de; “Améns, glórias e aleluias”!

 

Ninguem ameaça seus impérios com sabedoria, inteligência, ninguem impunha as armas da liberdade para ser de fato livre.

E assim se passam os dias!

 

E assim, as mentirosas estatísticas mostram o país se tornando  maioria evangélica.

Uma religião cheia, de pessoas vazias, como as milhares de igrejas que vemos.

Porém estes evangélho de plástico colorido,  não faz valentes.

 

Esta brincadeira de crentes só faz fabricar covardes e interesseiros, que mês a mês fogem de um imperio/igreja  pra outro, por não aguentarem as aflições da vida e por não ter recebido a graça prometida ali.

Mudam de endereço religioso em busca de um covarde, imediato e temporário alivio, para alguém fraco, sem conteúdo, sem armas espirituais, sem convicção de quem é o Seu Deus. Alguém que não sabe o que é perseverar.

 

Não a  toa os crentes se revezam de tempo em tempo, e os crentes de 10 anos atrás são os chamados “desviados” de hoje em dia.

Pois na mesa em que se fartaram,  o alimento era um engano, era vazio, era ralinho e sem nutrientes para resistirem as durezas da vida real. E quando elas vieram eles não aguentaram, fugiram até não ter mais igrejas pra ir e desistiram.

Foram embora e deram lugar a outros, que como os de antes, depositam sua fé na palavra do “Todo Poderoso inventor de visões, o homem, seus propósitos, e milagres pra lá de duvidosos.

 

Poderia dizer que se um dia a liberdade de culto em nosso país acabasse, teriamos muitos desistentes da fé em Cristo.

Mas nem preciso ir tão longe.

.

Muitos, e muitos mesmo.  Infelizmente a maioria, já negam a Cristo todo dia.

Num cinismo sem igual, negam quando oram, quando vão a igreja, quando cantam, negam quando se dizem crentes! parece impossível , mas não é.

Negam a Cristo, rasgam e ignoram a verdade, e decidem viver a vida que a Igreja promete.

Abraçam discursos de pilantras, compram meias milagrosas, levam suas camisas com nós nas campanhas, compram as bílias da vitória financeira, compram coleções de dvds,  e qualquer tralha que prometa ensinar, como arrancar a prosperidade  a vitória e a cura, da mão do inimigo.

E assim viram as costas e dizem que não querem mais  Cristo, mas querem este monte de ilusões.

 

 

Se o pastor Yocef negasse a Cristo, e decidisse viver, muitos evangélicos brasileiros iriam dar pitaco, e apedrejar o homem que temeu, estando cara a cara com a morte. Muitos seriam os santões de plantão, pra dar lições, citar trechos apocalípticos, falar das provações dos últimos dias.

Mas poucos teriam  a humildade de se enxergarem piores.

 

Poucos teriam a coragem de se enxergarem entregues a prostituíção da religião.

Poucos se dariam conta de que um homem negou com medo da morte, enquanto,  eles próprios negam todo dia por conversas fiadas, coisas baratas,  e vazias,  por lixo.

 

Poucos se dariam conta de que são tão covardes, que nem chegaram ao dia da prova. e que nem sequer precisaram provar de uma real situação de morte, pra negarem.

Não se dariam conta de que, se deram por nada á religião de homens, também covardes, porém mais espertalhões que vão dissecá-los, e depois descartá-los, para receberem a próxima remessa de gente á enganar.

Ca Correia

03/10/2011

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