A diferença entre “O caminho” e o “No Caminho”.

20 fev

desabafo_pai

Ensina o menino no caminho que deve andar.

Tem coisas que as vezes passam batidas, não damos conta e uma palavra pode mudar tudo.

Tenho amigos que podem dar mais clareza ao que digo por terem formação e conhecimentos para uma boa interpretação  e como uma palavra muda o sentido e significado verdadeiro de uma frase.

Pra nós, o texto, mesmo não sendo, é entendido assim : Ensina ao menino, o caminho em que deve andar.

Temos a habilidade de mudar, de criar um atalho, sobre o chão verdadeiro com nossas adequações e confortos.

É lógico!

As vezes fazemos isso por dispersão, que vira costume, e outras por intenção de alterar mesmo o que é dito ou escrito.

Mas em qualquer uma das duas situações pode se tornar um problema.

Existe muita confusão hoje em dia. pais defendem que a escola e os professores são responsáveis não só pela formação acadêmica, mas também pela educação. Aliás chamamos o problema da escola de “problema na educação”.

E assim, pais que não querem receber a conta dos estragos de seus filhos, apontam culpados no sistema, no mundo, na escola , e em diversos outros lugares e situações.

Tem que se ensinar  “no caminho” e não “o caminho”!

Embora se possa achar que não há diferença na prática, a má compreenssão me faz ver o quanto perdemos a essencia da verdade contida na palavra.

Quando se  ensina no caminho, é porque nele esta, é porque se percorre o mesmo trajeto em igualdade, é porque ja se sentiu os gostos amargos e a dureza dos percalços da viagem,  se alegrou com a dadiva da vida que é viva, e surpreendente enquanto a trilhamos.

Quando se ensina “o caminho” mandamos ir mas não vamos, direcionamos mas não acompanhamos. quando se quer mostrar  “o caminho”, automaticamente, mandamos ir por onde não vamos. Fazemos valer o ditado: Faça o que eu digo, e não o que eu faço!

Nos portamos como quem dá informações a alguém perdido na rua, sem nenhum vínculo e nenhuma preocupação se este chegará ou nãoao oocal indicado, tanto faz quando se some da vista.

Jesus nunca ensinou o caminho que se devia andar. Ele sempre  foi vida no caminho da vida.

Quando chamou seus discípulos, embora já  homens, foi como se chamasse á meninos no conhecimento das coisas do reino de Deus.

E assim, o Jesus que poderia ficar de qualquer lugar coordenando, percorreu o chão do prório evangelho que pregava, experimentando seus transtornos, e alegrias, durezas e facilidades, gentilezas, e rispidez, perigos e calmarias.

Na verdade “o caminho” não existe. E mesmo quando achamos que é possível ensinar sob esse ponto vista, nos enganamos, pois todo ensinamento se dá somente “no caminho” e no que “se deve andar”.

Ai a grande questão é qual é o seu caminho?

Associamos a religião a idéia do caminho do bem. Mas muita gente tem bons caminhos a dar fora da esfera religiosa.

Quantos pais sem nunca irem a uma igreja, ou fazerem parte de algum ajuntamento ou grupo religioso, enraizaram seus filhos em bons caminhos e com isso provaram que o bom caminho não é a religião?

Na verdade na hora de ensinar, “o caminho” nunca existiu. E até mesmo Jesus, que é o caminho a verdade e a vida, mostrou em movimento pelo próprio caminho do evangelho que não bastava só dizer, só apontar, só querer ser mestre e estar na sombra.

O Filho de Deus, que era Deus, abriu mão de sua glória, de tudo o que tinha e por amor, se fez homem e pegou o caminho. E aqueles que o acompanharam aprenderam com Ele. O surpreenderam e foram surpreendidos, temeram, se encorajaram, questionaram, e fizeram valer a companhia. Porque só quem é companheiro e vai junto pode ajudar nas respostas, nem que esta seja um: Não sei, mas vamos junto!

O caminho que ia terminou  na cruz aos olhos dos homens, abria na verdade um novo e vivo caminho, um caminho eterno, e que faria da presença de Jesus ainda mais frequente, ainda mais forte, e ainda mais viva. E isso era dia a dia validado pela fé inabalável dos que o seguiram.

O pai sempre esta em um caminho, e mesmo que queira que o filho trilhe outro por melhor que seja, não terá sucesso. Pois só no caminho se resolvem pendências, se cria proximidade e cumplicidade, se rega o amor diário, se rasga o coração, e se cria uma ligação que lê nos olhos, nos gestos e comportamentos um do outro, o que se passa por dentro.

Quem tem coragem e a consciência de ensinar “no caminho” nunca se apaga, e  mesmo que passem gerações e mesmo que a morte do corpo impossibilite sua presença física, ele continua vivo, na vida de quem com ele trilhou, aprendeu e viveu, e assim transferi o bem  recebido para filhos dos filhos numa corrente de vida sem fim.

Ensinar “no caminho” não é uma sala de aula, é mais que conselhos, é mais que broncas, punições. Ensinar no caminho é provar, tocar, sentir e viver o bem, com amor responsabilidade e cuidado ao que nos assiste, e nos acompanha.

Quando se ensina “no caminho” os mais velhos viram heróis com vida e suas histórias. As rugas e fios grisalhos tornam-se metas e simbolo de triunfo aos mais jovens. Viram lição e exemplo.

Quando se ensina somente “o caminho” , os mais velhos são só velhos amargos, fechados, que enlouquecem em seus traumas, e sentimento de estagnação, pois sempre visaram o indicar somente “o caminho”,  mas nele não trilharam. Cosntataram que o tempo passou, sem que ninguém que cruzasse suas vidas se enraizasse e fizesse parte dela. Nem mesmo seus filhos carregam ligações, e ele se vê só,  percebendo que até parado escolheu um caminho que foi o pior.

Ensina o menino no caminho em que deve andar.

Não é facil para os pais, todos sabem das dificuldades que é educar uma criança e dar a ela bases fortes para vida. Mas  Jesus que é vida no caminho da vida, tem os indicativos e as ferramentas corretas para se ter exito.

E Jesus que não é religião, aponta sempre que ensinar “no caminho” vai além de fazer filhos conhecedores da bíblia, e sim portadores da palavra de vida. Não faz crentes, católicos, e sim discípulos  da verdade. Faz homens e mulheres honestos, tolerantes, amorosos, misericordiosos e justos. Tudo isso porque neles é marcado o caminho de um pai e uma mãe, que na sua humanidade, e no seu amor, buscaram muitas vezes sem saber, e sem entender, trlhar com os filhos onde se devia andar para ser feliz.

As crianças não são bobas, elas estão de olho, elas estão abertas a aprender, captando tudo e detectando que muitas vezes o que apontamos não é o que fazemos.  Mas também percebendo nosso amor em acertar, e em buscar um bom caminho, não só pra ensinar, mas pra ir junto.

Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar.  Provérbios 22:6

Carlos Alberto Correia

20/02/2012

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