O vinho pelo vinho.

22 mar

bebida

Este ano não poderei tomar aquele vinho e comer o peixe da minha vó Maria no domingo de páscoa, como acontece quase todo ano, pois estarei em Campo Grande MS.

Sempre gostei de um vinho, nunca fui muito chegado em outras bebidas como cachaça, cerveja, nunca me aventurei em misturar nada, e nem em beber demais. Mesmo andando com amigos quando era mais novo, nunca me entusiasmou  o fato de ter tanta bebida disponível em festas, e de poder encher a cara, de se orgulhar de ter tomado todas, e acordar de cabeça doendo e ressaca.

 

 

Pra mim desde pequeno a bebida deu uma lição de que quem não lida bem com ela  acaba mal, e vi isso no meu pai. Mas também me mostrou através de meus avós que a bebida pode ser só uma bebida, e nada mais, e que o importante é quem esta em volta da mesa, e a ocasião e as pessoas que nos fazem beber juntos. Até hoje em uma data especial, minha vó compra um garrafão de vinho e faz o almoço esperando o que realmente importa que são as pessoas.

Pra muita gente é o álcool pelo álcool seja ele um vinho, uma cerveja, ou pinga , enfim,  não importa. O fato é que pra muita gente a vontade de beber se tornou uma doença incontrolável. Pra muitos beber impulsiona a vida, determina caminhos, adia compromissos, mata relacionamentos e faz diversos estragos por se tornar o principal condutor da vida do indivíduo.

 

 

Beber nunca foi pecado, e por mais que religiosos e crentões queiram distorcer a palavra, quem a lê pela luz do Espirito Santo jamais será confundido. A bíblia alerta e aborda o perigo do vicio, do excesso, da doença que leva a morte nem sempre do corpo, mas da família, das convicções, da esperança.

Beber não é pecado.

Na verdade o pecado é dar a bebida o lugar mais alto, é o beber por beber, e viver pra beber até morrer.

É claro que alguém que ensine numa igreja ou grupo não deva chegar e liberar todos pra beberem a vontade por não ser pecado. É necessário cuidados pois em um grupo se lida com pessoas diferentes. Em uma grupo  algumas já viram com vícios ou tendências ate mesmo genéticas,  outras são moderadas, e ainda existem as outras que não estão nem ai com o assunto e não gostam de beber nada mesmo.

Mas o problema é distorcer, e fazer o negócio se tornar proibido, pecado, e por consequência mais atraente, adoecedor, e causador de mais culpa. Pois se lida com um vício poderoso, e imagine a cabeça da pessoa que tem uma recaída e logo após ter que enfrentar dedos acusadores dos “irmãos”, punições e críticas da liderança, além do inferno da culpa que é plantado em sua alma, o que resulta muitas das vezes em desistência e fuga total e até mesmo suicídios

 

 

Feliz é aquele que não trata o vinho pelo vinho. Que celebra com o vinho a companhia de alguém especial, um momento especial. Ai é o vinho, o lugar, e o momento, pela companhia do amado ou amada, do amigo, do bate papo que vale mais que as viradas de copo, e que não se importa se a cerveja esquentou enquanto se dava risadas e se contava histórias ou se falava na vida.

Ai a bebida é só bebida, e não mais doença, e quando ela acaba não importa, e quando ela esta sendo demais, por amor a companhia e a ocasião, colocamos ela no devido lugar pra manter vivo o que é mais precioso.  E se é pra manter o que é mais precioso que é a companhia de alguém querido, vale a pena até se abster de beber, caso saiba que ele luta contra isso e posso machuca-lo ou fazê-lo cair.

Ai o domínio próprio deve ser o fruto a ser perseguido e desejado, e não há problema em querer se embriagar de domínio próprio, que é o único excesso que mata os excessos que matam o que é verdadeiro.

Carlos Alberto Correia

22/03/2013

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